
A obesidade é uma patologia que afeta grande parte da população mundial. Hoje, ela é considerada uma epidemia e um caso de saúde pública.
A obesidade infantil já atinge cerca de 10% das crianças brasileiras. Uma criança é considerada obesa quando possui 20% a mais do peso ideal para sua idade.
Confira abaixo algumas dicas para evitar a obesidade infantil:
Fixar os horários das refeições, isso evita o consumo de lanches e guloseimas fora de hora. O ideal são 6 refeições diárias e evitar consumir lanches fora desses horários;
Observar o comportamento da criança ou adolescente em relação à alimentação;
Não impor dietas muito restritivas, principalmente para crianças menores. Em fase de crescimento, o caminho ideal é a reeducação alimentar, ou seja, comer de tudo um pouco (alimentos saudáveis) e em quantidades adequadas;
Evitar muitas brincadeiras à mesa, hora de comer é hora de seriedade;

As crianças têm uma certa tendência a dizer que não gostam de uma comida que ainda não provaram. Elas devem, pelo menos, experimentar;
Evitar substituir refeições, principalmente por uma mamadeira. Isso é muito comum, e não é adequado;
Não fazer da comida uma forma de recompensa ou moeda de troca. Exemplo: oferecer um sorvete se o filho se sair bem na escola ou comer toda a salada ou comer tudo para ganhar a sobremesa. Passa a idéia de que o alimento não é bom e que a sobremesa ou o sorvete é que são o máximo;
Negar uma guloseima pode virar um “drama” para eles, mas só no início, não se deixe persuadir. Tanto as crianças quanto os adolescentes devem ser incentivados a ter apenas uma refeição com guloseimas, por semana, e situações em que podem ser mais liberais;

Incentivar seus filhos a praticarem esportes ou atividades físicas. Dar preferência principalmente as modalidades individuais no início, porque evitam alguns constrangimentos, como gozações e piadinhas dos colegas, além da pressão para um bom desempenho;
Procurar, conforme a disponibilidade, ajuda de profissionais multidisciplinares como: médico, nutricionista, psicólogo e orientador de atividades físicas;
Todos da família devem apoiar e auxiliar no controle da obesidade, evitando insistir no preparo de alimentos inadequados e não ridicularizando suas atitudes e esforços;
Dar o exemplo: as crianças e os adolescentes seguem os exemplos e os hábitos dos pais. Não pode orientar dietas e atitudes saudáveis e fazer diferente disso.

Autora: Raquel Ruschel Miranda Ferrasso - CRN 5340